"A inovação não pode aumentar a desigualdade social"

Fred Arruda, CEO do CESAR, fala da pandemia e dos desafios e planos do tradicional centro de inovação do Recife para 2021

O pernambucano Fred Arruda sempre buscou em sua carreira desafios ligados à inovação e a novas tecnologias. Formado em ciências da computação, participou da primeira experiência de uso do cartão magnético usando um computador pessoal no Banorte e foi responsável, como gerente de produtos, pela implantação dos caixas eletrônicos no banco. Em 1996, recebeu um convite para alçar novos voos na área de tecnologia da rede varejista Bompreço. Mas recusou a proposta depois de uma conversa “encantadora e totalmente fora da caixa” que teve com o fundador do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), Sílvio Meira. Foram nove anos na primeira gestão como CEO, antes de voltar ao mercado. Em 2016, voltou ao CESAR, como conselheiro e, em dezembro de 2018, assumiu novamente a posição de CEO, em um modelo colegiado com Eduardo Peixoto (Chief Designer Office) e Karla Godoy (Chief Operating Officer). Em entrevista ao Experience Club, Arruda avalia que 2021 será muito simbólico para a CESAR School, braço educacional do CESAR que formará suas primeiras turmas de graduação no final do ano. Quanto à pandemia, apesar do crescimento de 83% em novos negócios no período, afirma, de modo categórico: “foi um ano que eu preferia que não tivesse existido”.